Uma tag do Twitter me despertou ainda mais o que estava sentindo por esses dias, SAUDADES. A tag #diadasaudade foi o pivô deste post tão doloroso e triste.
Depois que viajei para Rio Grande do Sul semana passada e voltei de lá, ando com dose alta de saudades. Saudades de todos que não posso mais estar perto, e de coisas que fazia e não faço ou não posso mais fazer. Essa viagem, fez com que eu entrasse bem no fundo de um baú de recordações boas e ruins também. A maior das saudades que tive por lá, sem duvida, foi relembrar do meu tio Ademir, o único irmão da minha mãe e o tio que mais curti. Por quê? Pois bem, se vocês estão com paciência de ler uma historia triste, continue a ler.
Depois que minha Vó morreu 1997 (mãe desse meu tio) a gente sabia que ficar em São Paulo não dava mais, e a eterna vontade de mudar para o Rio Grande do Sul era clara para todos. Mudamos, eu meus irmãos, meus pais, meu Vô (viúvo dessa minha Vò) e meu tio Ademir (filho dos mesmo e irmão da minha mãe) para uma cidade do interior gaucho em 1999 perto de minha tia e seus filhos que já moravam lá. Passamos um ano de alegria, conquistas, novidades e uma vida simples, porem saudáveis. Nunca imaginaríamos o que estaria pra acontecer. Foi no dia 25 de dezembro daquele mesmo ano que recebemos o maior choque que poderíamos levar, meu tio Ademir teria falecido em um terrível acidente de carro. Passamos um dia inteiro angustiados esperando uma confirmação. Com a noticia confirmada o nosso mundo desabou, foi uma perda dolorosa e ninguém conseguia imaginar o ocorrido. Graças a Deus tínhamos muitos amigos que fizemos naquele ano que nos deu auxilio. Nunca vou me esquecer daquela cena em que todos ao mesmo tempo queriam prestar ajuda de alguma forma.
Foi o pior final de ano que já passei. Com a perda recente da esposa e em menos de dois anos, a perda trágica do filho, meu Vô se recusou em ficar mais tempo no RS, decidindo vir embora pra SP. Minha mãe por sua vez não conseguiu imaginar deixar seu pai morando na casa de parentes em SP sendo que ele tinha uma casa pra morar junto com sua única filha. Foi ai que decidimos que teríamos que voltar pra SP (em consideração a meu Vô). Aquele final de ano de 99 e o ano de 2000 foi à parte da minha vida mais marcante, a dor de perder um uma pessoa querida de uma forma nada agradável e a mudança repentina de volta pra SP levou um bom tempo pra ser cicatrizada. Mas vejo que não cicatrizei de vez, eu sinto a dor de tudo aquilo ainda. Ele morreu muito novo, tinha minha idade hoje, 23 anos. Às vezes fico imaginando como seria a vida com ele agora, todo preocupado, super protetor querendo fazer tudo para os únicos sobrinhos, eu minha irmã e meu irmão. Como seria de verdade?!!
Essa semana passada que estive no RS depois de 10 anos sem voltar a por os pés lá, teve momentos perfeitos, mas a saudade bateu de uma forma tão grande, logo depois que visitei pela primeira vez o tumulo do meu tio, que parecia que ele tinha partido um dia antes, passei os dias a chorar pelos cantos e precisei desabafar de alguma forma. Aqui!
Uma coisa eu tenho certeza, meu tio ficou aonde ele gostaria de estar, no Rio Grande do Sul. Vai ver esse pode ser um dos vários motivos que tenho em voltar para o RS, ficar perto dele e sempre que bater essa “saudade malvada” visitá-lo por mais que seja doloroso.
Encerro com fotos de nós.



