Gramado


Se for preferido não sei muito bem, mas no momento gostaria de estar lá. Moro em São Paulo, mas já fui muitas vezes pra lá, só esse ano foram duas vezes. É um lugar muito bom de estar.


Se for preferido não sei muito bem, mas no momento gostaria de estar lá. Moro em São Paulo, mas já fui muitas vezes pra lá, só esse ano foram duas vezes. É um lugar muito bom de estar.
O final de semana já chegou. Em comparação ao final de semana passado do dia 1 de maio, esse vai ser o mais um final de semana em casa e detalhe com comemoração dos dias das mães. Mas voltando ao final de semana passado do feriado do Dia do Trabalhador, eu essa hora estava numa ansiedade sem tamanho, bem, pra falar a pura e sincera verdade eu até que estava bem calma e tranqüila pra quem ia viajar de avião pela primeira vez, e pra ficar mais perfeito ainda para o estado que mais amo Rio Grande do Sul.
Essa viagem foi surpresa, mas já sabia dela á um mês atrás da data marcada. Sendo assim a segunda viagem feita para o Rio Grande do Sul em menos de 2 meses eu estava jubilando de alegria, porque pra quem me conhece sabe como eu gosto da terra dos gaúchos, e não é tão fácil assim viajar direto ainda mais para outro estado e de quebra de avião. Digamos que foi um presente do meu tio dado as vésperas do aniversário dele, hilário isso, ele fazendo aniversário e presenteando os outros. Pois bem, a viagem foi ótima do começo ao fim. Ficamos 4 dias na casa da minha tia em Parobé/RS. Pela milésima vez fui pra Gramado, em seguida Canela, visitamos parques da região e andamos muito, comemos e demos muitas risadas. A parte menos engraçada de tudo foi a volta pra São Paulo, porque além de deixar a terra tão boa dos gaúchos que eu aprecio com todas as letras era difícil ter que voltar a rotina que eu não curto nem um pouco que levo aqui em SP, mas sim, com a certeza que um dia minha felicidade será completa e finalmente voltarei a ser uma cidadã gaucha.
Fotos falam mais que palavras. A minha viagem de avião rumo a Porto Alegre foi bem, mais bem AZUL, alem de viajar pela linha aérea Azul 100% brasileira. Fora o atraso pelo fato do nevoeiro que estava em Porto Alegre e em seguida em Campinas, da onde partimos, o resto foi tudo ótimo e a viagem lá em cima foi tranqüila.

Olá povo. Gostei tanto do meu post passado do nome Eyjafjallajökull que fiquei com dó de postar qualquer outro assunto novo, (mentira, pura preguiça). Hoje vai ser um post de assuntos aleatórios, em um só post? Eu não gosto de fazer isso, vários assuntos em um post só, acho bem melhor fazer um post de um determinado assunto pra discussão ser mais produtiva. o.O mas hoje passa.
Vamos lá. O primeiro assunto é sobre a carta que recebi da minha amiga gaúcha lá de Canoas-RS, a Fernanda. Graças ao Evan Taubenfeld (hehe) que a Fernanda ama muito ♥ (destacar de vermelho porque a paixão é grande mesmo) e ex-músico da Avril Lavigne, ganhei uma lembrancinha e uma linda e carinhosa carta por ter acertado “um desafio”, que era adivinhar qual seria o tema principal do novo layout do Confabulando. Como acompanho o blog e o twitter da Fer não foi nada difícil “adivinhar”. Digamos que eu sabia já que ela é uma EVAN LOVERS, a guria tem até fotos com ele quando estava morando no Canadá. Veja.

um moleskine lindo feito pela propria Fernanda, com páginas coloridas e uma dedicatória. Fitinha dos 3 desejos.
Uma tag do Twitter me despertou ainda mais o que estava sentindo por esses dias, SAUDADES. A tag #diadasaudade foi o pivô deste post tão doloroso e triste.
Depois que viajei para Rio Grande do Sul semana passada e voltei de lá, ando com dose alta de saudades. Saudades de todos que não posso mais estar perto, e de coisas que fazia e não faço ou não posso mais fazer. Essa viagem, fez com que eu entrasse bem no fundo de um baú de recordações boas e ruins também. A maior das saudades que tive por lá, sem duvida, foi relembrar do meu tio Ademir, o único irmão da minha mãe e o tio que mais curti. Por quê? Pois bem, se vocês estão com paciência de ler uma historia triste, continue a ler.
Depois que minha Vó morreu 1997 (mãe desse meu tio) a gente sabia que ficar em São Paulo não dava mais, e a eterna vontade de mudar para o Rio Grande do Sul era clara para todos. Mudamos, eu meus irmãos, meus pais, meu Vô (viúvo dessa minha Vò) e meu tio Ademir (filho dos mesmo e irmão da minha mãe) para uma cidade do interior gaucho em 1999 perto de minha tia e seus filhos que já moravam lá. Passamos um ano de alegria, conquistas, novidades e uma vida simples, porem saudáveis. Nunca imaginaríamos o que estaria pra acontecer. Foi no dia 25 de dezembro daquele mesmo ano que recebemos o maior choque que poderíamos levar, meu tio Ademir teria falecido em um terrível acidente de carro. Passamos um dia inteiro angustiados esperando uma confirmação. Com a noticia confirmada o nosso mundo desabou, foi uma perda dolorosa e ninguém conseguia imaginar o ocorrido. Graças a Deus tínhamos muitos amigos que fizemos naquele ano que nos deu auxilio. Nunca vou me esquecer daquela cena em que todos ao mesmo tempo queriam prestar ajuda de alguma forma.
Foi o pior final de ano que já passei. Com a perda recente da esposa e em menos de dois anos, a perda trágica do filho, meu Vô se recusou em ficar mais tempo no RS, decidindo vir embora pra SP. Minha mãe por sua vez não conseguiu imaginar deixar seu pai morando na casa de parentes em SP sendo que ele tinha uma casa pra morar junto com sua única filha. Foi ai que decidimos que teríamos que voltar pra SP (em consideração a meu Vô). Aquele final de ano de 99 e o ano de 2000 foi à parte da minha vida mais marcante, a dor de perder um uma pessoa querida de uma forma nada agradável e a mudança repentina de volta pra SP levou um bom tempo pra ser cicatrizada. Mas vejo que não cicatrizei de vez, eu sinto a dor de tudo aquilo ainda. Ele morreu muito novo, tinha minha idade hoje, 23 anos. Às vezes fico imaginando como seria a vida com ele agora, todo preocupado, super protetor querendo fazer tudo para os únicos sobrinhos, eu minha irmã e meu irmão. Como seria de verdade?!!
Essa semana passada que estive no RS depois de 10 anos sem voltar a por os pés lá, teve momentos perfeitos, mas a saudade bateu de uma forma tão grande, logo depois que visitei pela primeira vez o tumulo do meu tio, que parecia que ele tinha partido um dia antes, passei os dias a chorar pelos cantos e precisei desabafar de alguma forma. Aqui!
Uma coisa eu tenho certeza, meu tio ficou aonde ele gostaria de estar, no Rio Grande do Sul. Vai ver esse pode ser um dos vários motivos que tenho em voltar para o RS, ficar perto dele e sempre que bater essa “saudade malvada” visitá-lo por mais que seja doloroso.
Encerro com fotos de nós.

Olá queridos amigos, e com grande alegria que faço esse post, pois ele se refere à semana que passei no RS, foi perfeito. Seria com alegria 100% se eu ainda tivesse por lá, mas como eu já esperei muito e tive a maior paciência do mundo, acho que ainda é possível esperar mais um pouco pra minha felicidade ser completa, ir de mudança e família inteira para o RS, meu maior sonho. Foi com muita dor no coração que voltei pra SP, às paisagens da serra gaucha, por onde eu fiz a viagem de volta, foi quem amenizou a dor deixar o estado. Mas confesso que estou confiante em que breve voltarei a morar lá. Pra quem não sabe, há 10 anos atraz eu fui embora para o RS e morei lá por menos de 1 ano. Por causa de uma tragédia, que ninguém podia imaginar em acontecer, à melhor solução que tínhamos na época era voltar para SP onde moro até hoje. Nesses 10 anos que deixamos o RS , minha opinião e fascínio por voltar nas terras gauchas não mudou, alias, só aumenta a cada dia que passa.
Se eu for descrever em detalhes tudo que fiz por lá nessa semana que passou esse post sairia gigantesco, então vou citar em palavras rápidas o que eu fiz.
Durante a viagem…
Arrumei as malas, peguei a estrada, viajei de madrugada, vi um acidente horrível na estrada, vi o sol nascer na estrada, tire fotos do sol nascendo, tomei café na estrada. Cruzei a fronteira de SP com Paraná, tirei fotos do Paraná, fiz duas paradas no Paraná, dei muita risada, chorei de tanto dar risada, almocei no Paraná, cruzei a fronteira do estado do PR com SC, tirei fotos de SC, filmei SC, visitei as praias de SC, tirei fotos das praias de SC, minha câmera digital pifou em SC, fiquei com raiva da câmera, dormi de raiva, acordei ainda estava em SC, voltei a dormir, acordei quase na fronteira de SC com RS. Paramos em Sombrio, fizemos festas da ultima parada, cruzamos a fronteira de SC com o RS, entrei no estado que mais queria, dei muita risada, nos perdemos nas estradas, entramos em uma estrada interditada, pegamos uma chuva à noite, mandei muitas mensagens, recebi muitas mensagens, entramos na Freeway, não saiamos mais da Freeway. Chegamos a Taquara, chegamos em Parobé, reconheci a cidade, fiz festa em chegar à cidade, revi o lugar que morava, foi pra casa da minha tia, chegamos de madrugada, dormi do jeito que cheguei.
Durante a estadia…
Acordei cedo, corri pra janela, admirei a paisagem, lembrei de quando era criança, me arrumei, tomei café, comi melado com cuca, comi cuca, comi cuca de chocolate, comi cuca de coco, me empanturrei de tanto comer cuca. Fui fazer compras, fiz compras no Nacional, achei graça de ouvir os gaúchos falar, os gaúchos acharam graças de me ouvireu falar. Comprei um cortador de grama, dei um cortador de grama de presente, rolei na grama, deitei na grama, dormi na grama. Corri com os cachorros, tirei fotos com os cachorros, corri atrás dos cachorros. Senti o calor gaucho, morri de tanto calor, comprei sacole, chupei muito sacole, acampei no quintal de tanto calor, fui devorada por pernilongos, matei muitos pernilongos. Corri com a gurizada, fiz novas amizades, achei uma guria parecida comigo, tirei fotos dessa guria. Recebi uma noticia horrível de SP, chorei pela noticia de SP. Fui pra São Sebastião do Caí, fiquei encantada com S. S. do Caí, visitei a cabanha Santa Corila, me apaixonei pelo lugar, tirei fotos do lugar, corri com as ovelhas, as ovelhas correram de mim, tirei fotos das ovelhas, filmei as ovelhas, tirei fotos dos cavalos, fiquei com medo de andar no cavalos, corri com cachorros border collie, corri com collie, tirei fotos dos cachorros border collie, corri no campo, passei perto de uma enchente, voltei pra casa, dormi feito um anjo. Fiz 23 anos, comi pizza no meu aniversário, agradeci a Deus pelo aniversário. Conheci filhos de amigos meus, revi amigos, abracei muitos amigos, recebi muitos abraços de amigos. Fui reconhecida, reconheci muitas outras pessoas, fiquei feliz por estar na cidade, olhei para o céu e agradeci por aquele momento. Assisti o por do sol mais lindo que já vi, tirei fotos do por do sol mais lindo, filmei o por do sol mais lindo. Revi a casa que eu morava, chorei de saudades, tirei fotos da casa, revi a escola que estudava, chorei ainda mais de saudades, chorei por não querer voltar pra SP. Subi a serra, fui pra Gramado, vi a decoração de Natal de Gramado, almocei em Gramado, comprei chocolate de Gramado, comprei presentes em Gramado, me presenteei, comprei cartões postais, mandei cartões postais. Visitei mais uma vez o Lago Negro, tirei fotos do Lago Negro, filmei o Lago Negro, dei a volta no Lago Negro, não tinha mais dinheiro pra andar de pedalinho no Lago Negro. Corri atrás dos gansos, os gansos correram atrás de mim, chorei de tanto rir. Tentei visitar uma amiga em Canoas, não consegui ir pra Canoas. Caminhei, cansei de tanto caminhar, chorei de saudades mais uma vez. Tomei refri de cores fortes, chupei picolés de cores fortes. Comi horrores, aproveitei horrores, peguei a estrada de volta, chorei na estrada, cheguei em SP.
Foi o que eu lembrei. Tudo isso até parece ser simples, mas pra mim que estava quase doente de vontade de por os pés lá RS e na cidade que morava, foi mais que perfeito, foi à realização da metade de um sonho. Foi ótimo.
